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Terapia de reposição / Pulsoterapia com Imunoglobulina: Entenda!

A pessoas incapazes de produzir quantidades adequadas de Imunoglobulina (os anticorpos). Podem se beneficiar da Terapia de Reposição/Pulsoterapia com Imunoglobulina que é a humana.

Leia até o final e saiba mais sobre o assunto!

O que são os Anticorpos e o que são as Imunoglobulinas?

anticorpo imunoglobulinaOs anticorpos são as moléculas (as proteínas). Circulantes no sangue, que funcionam como marcadores. Do que é estranho ao nosso organismo. Como as bactérias. Bem como os vírus. Assim como as toxinas. Bem como as células. Sendo as que se degeneram virando as células neoplásicas. Que logo podem gerar o câncer.

Em suma, as células imunes podem ver essas ameaças. Isso com muito mais facilidade quando marcadas pelos anticorpos. Também chamados de Imunoglobulinas.

A princípio, o termo “Imunoglobulina” ou  o “Ig”. Vem do fato de elas terem a forma esférica (a “globulina”) e são feitas pelo sistema imunológico (a “Imuno“). Clinicamente falando, refere-se à fração de plasma sanguíneo que contém aquele grupo de proteínas. Que possuem a função de um anticorpo.

Existem classes diferentes de anticorpos?

deficiência de Anticorpos Anti-polissacarídeosEm síntese, alguns diferencias químicos. Da mesma maneira que funcionais diferem as imunoglobulinas (Ig). Isso em classes. E algumas delas ainda em subclasses.

Hoje em dia, se percebe no ser humano 5 classes de Imunoglobulinas. São elas a Imunoglobulina M (IgM). A Imunoglobulina G (IgG). Bem como a Imunoglobulina A (IgA). E a Imunoglobulina E (IgE). Da mesma forma, a Imunoglobulina D (IgD). Sendo que existem quatro subclasses de IgG, denominadas por números. A IgG1. A IgG2. Assim como a IgG3 e a IgG4. Além de duas subclasses de IgA, a IgA1. E a IgA2. 

Apesar de cada classe ter sua importância funcional particular. De forma geral, a melhor de todas é a IgG. Por isso, a mais fabricada pelo sistema imune. Sendo em geral 70% do total das Imunoglobulinas. 

São todas as Imunodeficiências dependentes da falha em anticorpos?

Entre todas as Imunodeficiências Primárias ou Erros Inatos da Imunidade. Aquelas tidas pela alteração na quantidade e/ou função de anticorpos. Como a Imunodeficiência com maior defeitos de anticorpos (o CID 80,0-9 e CID 83,0-9). Constituem cerca de 60% dos casos.

No entanto, já existe uma terapia que é eficaz para a maioria desses pacientes. Que, por sua vez, podem otimizar a sua saúde. Bem como melhorar a qualidade de vida. Assim como se tornarem membros produtivos da sociedade. Esta é a Terapia de Reposição / Pulsoterapia com a Imunoglobulina. 

Para tal terapia, os fatores como qual a apresentação. Bem como as doses. Além da frequência. Assim como a via de administração. A técnica de aplicação e etc.. Todas devem se definir uma por uma por seu médico imunologista.

O que é a Terapia com Imunoglobulina?Terapia com imunoglobulina

A Imunoglobulina Humana purificada. Também chamada de Imunoglobulina ou Ig. Usada por quase 65 anos no mundo todo. Para tratar os defeitos na produção. Bem como na qualidade de anticorpos. Atualmente conta com um bom nível de segurança.

Há mesmo milhares de anticorpos diferentes em cada pessoa normal. Mas como há tantos germes, nenhuma pessoa possui anticorpos para todos eles. A melhor maneira de garantir que a Imunoglobulina irá conter uma ampla variedade de anticorpos. Portanto, é combinar o plasma de muitos indivíduos criando um “pool” de anticorpos.

Como a Terapia com a Imunoglobulina funciona?

imunoglobulinaPara preparar a Imunoglobulina comercialmente disponível. Ela deve primeiro ser extraída. Bem como purificada a partir do plasma. Isso de um grande número de pessoas normais. Em geral, entre 10.000 e 60.000. Escolhidos com cuidado. Para certificar de que eles são saudáveis. Assim como não abrigam qualquer doença infecciosa.

Durante o processo de purificação. E com o produto final. Se aplicam vários métodos para destruir ou remover todo tipo de vírus. Incluindo o HIV. Assim é possível garantir que o produto final não vai passar nenhuma das doenças infecciosas conhecidas ao paciente.

anticorposDessa forma, a Terapia com a Imunoglobulina contém uma ampla gama de anticorpos. Que são específicos para diferentes tipos de bactérias. Assim como os vírus. Sendo assim muito eficaz em ajudar às células de defesa do corpo para matar as bactérias e os vírus. Além de outros microrganismos que podem estar nos tecidos ou no sangue do paciente. É segura para se administrar em adultos. Bem como em crianças. Da mesma forma durante a gravidez.

A administração de Imunoglobulina tem sido, em geral, pela via intravenosa (a IVIG) (a infusão de grandes volumes de Ig) uma vez a cada três ou quatro semanas.terapia com imunoglobulina

Aplicada apenas pela veia?

Existem no mercado produtos destinados à administração pela via subcutânea, mas o volume tolerado no esquema convencional é uma limitação. Com isso, a reposição de Imunoglobulina, quando feita pela via subcutânea com a técnica convencional (IGSCc) deve ser feita dando pequenas infusões sob a pele, semanalmente ou tão frequentemente como a cada um ou a três dias.

terapia de reposiçãoAinda, pela via subcutânea, a infusão é mais rápida. Além disso, os riscos de efeitos adversos são menores. E os níveis de Ig no corpo são mais constantes, com melhores resultados terapêuticos.

Recentemente, foi aprovado para o mercado uma preparação comercial que pode ser aplicada pela via subcutânea a cada 4 semanas com os mesmos resultados que a via subcutânea convencional.

Isto é logrado mediante a aplicação previa localmente de um preparado farmacológico que consegue abrir transitoriamente o espaço subcutâneo para permitir a aplicação de toda a dose necessária para 28 dias. Tal técnica se chama de Imunoglobulina Subcutânea Facilitada (IGSCf).

Tratamento adequado para cada paciente

Com a colaboração do seu médico imunologista clínico, os pacientes têm flexibilidade para desenvolver um regime de aplicação que seja adaptado ao seu estilo de vida.

As doses, o número de infusões por semana, quando as infusões serão feitas e o número de agulhas a utilizar são variáveis que devem ser consideradas para a concepção do regime de SCIG de um paciente individual. Da mesma forma, é importante saber se o medicamento será infundido utilizando uma bomba de infusão ou administrado com seringa manual. Bem como a taxa de infusão.

Os pacientes ainda devem estar dispostos a se comprometerem com a terapia. Portanto, não devem “pular” doses ou alterar seu regime sem consultar seu médico especialista em Imunologia.

É importante compreender que as unidades de Ig que são dadas substituem parcialmente o que o corpo precisa. Ainda assim, não estimulam o sistema imunitário do paciente para desenvolver mais Imunoglobulinas (anticorpos).

Por outro lado, a Terapia com Imunoglobulina apenas fornece proteção temporária. A maior parte dos anticorpos, produzidos pelo próprio sistema imunitário do paciente ou dados sob a forma de infusão, são metabolizados em três a quatro semanas. Então, são eliminados pelo corpo e devem ser constantemente reabastecidos.

tratamento com imunoglobulinaEm conclusão, uma vez que Terapia com Imunoglobulina repõe apenas o produto final ausente, mas não corrige defeitos do paciente na produção de anticorpos, sua infusão é geralmente necessária durante toda a vida.

Sob o mesmo ponto de vista, quando bem aplicada e estritamente seguida a terapia com imunoglobulina permite ao paciente levar uma vida plena e produtiva.

O artigo foi útil? Quer saber mais sobre o assunto? Veja nosso vídeo sobre terapia com imunoglobulina.

Dr. Javier Ricardo Carbajal Lizárraga
Cremesp 92607
Especialista em Alergia e Imunologia

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