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Psoríase: os desafios em tratar a doença

Atualmente, a Psoríase é reconhecida como a doença autoimune mais prevalente. A doença é causada por ativação inapropriada do sistema imunológico. Infelizmente, cerca de 10 a 30% dos pacientes com Psoríase irão desenvolver a Artrite Psoriásica.

Tanto a Psoríase quanto a Artrite Psoriásica oferecem muitos desafios ao paciente e ao profissional médico. Entre eles, a alta prevalência, cronicidade, desfiguração, deficiência no desempenho laboral e social, além das comorbidades.

Continue com a leitura desse artigo e entenda como está caminhando o tratamento para a Psoríase. Bem como a importância de compreender a fundo as doenças autoimunes e os desafios para os próximos anos.

Psoríase e o sistema imune

É sabido que a Psoríase ocorre mais frequentemente em pacientes com quadros de Deficiências de Anticorpos. No entanto, ela também pode ser constatada em Síndromes de Desregulação Imunológica (desequilíbrio imunológico que pode levar a autoimunidade) e, ocasionalmente, em outras Imunodeficiências Primárias.

Entender o papel o Sistema Imune na Psoríase ajudou a gerenciar esta doença complexa, que afeta aos pacientes muito além da pele. Como consequência, novas estratégias tem sido desenvolvidas com excelentes resultados. Ao mesmo tempo, outras estão em desenvolvimento, com resultados muitos promissores.

Como tratar a Psoríase

O sucesso no tratamento da Psoríase passa por criar consciência da complexidade da doença, afinal, ela possui diversas facetas. Além disso, é necessário o conhecimento do “estado da arte” nas diversas terapias, bem como o diagnóstico do estado primário/imunológico do paciente.

A chegada da terapia anti – IL17 no tratamento de Psoríase entregou o primeiro paciente com 100% de resposta. Assim, entramos na era de “tratar para clarear” com monoterapia.

Desafios para tratar Psoríase nos próximos 10 anos

No primeiro olhar, a maioria dos pacientes pode, razoavelmente, esperar alcançar a clarear a doença. Entretanto, precisamos entender que a população submetida a testes clínicos não é a mesma que na prática clínica rotineira.

Antes de tudo, a maioria dos pacientes com Psoríase tem uma doença moderada, em que as opções de tratamento permanecem profundamente limitadas. Depois, terapia biológica por si só não é eficaz para todos os fenótipos clínicos.

Também devemos considerar os dados das pesquisas, que registram que a perda do efeito ao longo do tempo é comum o bastante para ser um problema significativo.

Surpreendentemente, é pouco conhecido o motivo pelo qual nem todos os fenótipos clínicos respondem igual ao tratamento. Ou ainda porque as pessoas perdem a resposta ao tratamento.

A imunogenicidade do medicamento possui um papel importante no tratamento, mas ainda pouco é pesquisado. Consequentemente, há pouco conhecimento sobre os fatores específicos do paciente (como desregulação imunológica, infecções internas, imunodeficiências).

Acredito que o desafio atual no tratamento da Psoríase e da Artrite Psoriásica inclui profundo conhecimento dos mecanismos imunológicos da doença e do estado imunológico do paciente. E isso deve levar ao desenho individualizado da terapia mais apropriada para cada indivíduo, procurando 100% de resposta em 100% do tempo.

 

Dr. Javier Ricardo Carbajal Lizárraga.
CRM 92607. RQE 21798
Especialista em Alergia e Imunologia.

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