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Impacto da Rinossinusite Crônica

RinossinusiteRinite, Sinusite, Rinite Alérgica e Rinossinusite estão entre as doenças que com mais frequência leva um paciente a consultar um clínico geral. Infelizmente, não são sempre fáceis de tratar e curar. Portanto, às vezes torna-se necessário consultar um especialista. Dentre elas, Rinossinusite ou Sinusite é provavelmente a que mais frequentemente leva a confusão sobre como deve ser tratada e qual especialista deve conduzir o tratamento.
shutterstock_377004973Rinossinusite ou simplesmente Sinusite, engloba um grupo de doenças, todas caracterizadas por inflamação da mucosa do nariz e seios paranasais. Embora esta inflamação é frequentemente reversível, quando bem tratada clinica e/ou cirurgicamente, uma proporção significativa dos pacientes tem uma forma refratária de Sinusite, que chamamos de crônica.
Sinusite Crônica é uma das condições crônicas mais comuns, afetando cerca de 15% da população. É variável nas suas características e multifatorial na causa; podendo ser um fator condicionante de inflamação generalizada de vias aéreas.

shutterstock_544433116Existe evidência científica que correlaciona esta inflamação ao deterioro precoce da função respiratória e à carcinogênese pulmonar.
Condições que contribuem para a persistência da doença são influências genéticas e anormalidades na função do Sistema Imunológico como Alergia e/ou Imunodeficiências Primárias.
shutterstock_337284170A apresentação clínica da Sinusite Crônica inclui diferentes sinais e sintomas: rinorréia anterior e/ou posterior, obstrução nasal, febre, mau hálito, dor de cabeça, dor facial, dor periorbital, edema facial, edema mais ou menos marcado na região periorbital, tosse e/ou clareamento intermitente da garganta, assim como Síndrome de Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS), que tem alguns reconhecidos fatores de risco para hipertrofia de Adenóides, anomalias crânio-faciais, obesidade e doenças neuromusculares.
Estes sintomas, no entanto, variam principalmente em função da idade do sujeito, do tempo da doença e dos seios do face envolvidos no processo inflamatório /infeccioso.
Esta doença é associada com encargos significativos para o Sistema de Saúde; ainda mais, estes custos diretos não cobrem outras despesas importantes para o indivíduo, a comunidade e a sociedade, tais como perda de tempo de trabalho e/ou de escola associadas a produtividade diminuída. Atualmente é claro que indivíduos apresentando Sinusite Crônica certamente experimentam um agravamento em sua qualidade de vida.
Estudos comparando qualidade de vida em pacientes com outras doenças crônicas comuns como insuficiência cardíaca congestiva, angina, doença pulmonar obstrutiva crônica ou dor nas costas, revelaram significativamente menor pontuação para pacientes com Sinusite Crônica. bully-830x468Dor física e transtornos no relacionamento social são os itens que parecem influir mais fortemente no deterioro da qualidade de vida nestes pacientes.
Cefaleia e/ou tosse crônicas como também transtornos do sono, perda do olfato e halitose (mal hálito), podem resultar em problemas sérios, afetando 61-83% dos pacientes com Rinossinusite Crônica, incluindo a preocupação com a autoconfiança, higiene, distúrbios do apetite e alterações no comportamento social emocional e sexual.
images-3Transtorno da atividade sexual é uma queixa importante afetando a qualidade de vida destes pacientes. Não é difícil imaginar que os pacientes com obstrução nasal, corrimento, olfação reduzida, mau hálito, pressão facial, déficit de sono e uma diminuição da sensação de auto-higiene, teria uma vida sexual alterada em comparação com indivíduos saudáveis.
A magnitude como Sinusite crônica afeta a vida diária, desde o próprio ponto de vista do paciente, é muito mais importante que os resultados da tomografia computadorizada. shutterstock_79080352A pesquisa científica e a experiência clínica demonstram que pacientes com lesões aparentemente mínimas podem evoluir com transtornos graves na qualidade de vida, entanto que pacientes com lesões maiores na tomografia podem ser assintomáticos; embora ambos possam evoluir com deterioro progressivo da função respiratória.

 

Dr. Javier Ricardo Carbajal Lizárraga
Especialista em Alergia e Imunologia
CREMESP 92607

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