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DERMATITE ATÓPICA, ECZEMA ATÓPICO OU ECZEMA

Dermatite Atópica, Eczema Atópico ou simplesmente Eczema é a doença crônica da pele mais comum em crianças. Tem um alto índice de reincidência, caracterizado por surtos de eczema agudo sobre uma pele cronicamente seca. Ela ocorre principalmente em bebês, com quase metade dos casos iniciando dentro dos primeiros 6 meses de vida.
Embora muitas crianças experimentam remissão da doença durante a adolescência, aproximadamente 40% irão continuar a ser afetadas na idade adulta. Ainda, um número de pacientes terá seu primeiro episódio de Dermatite Atópica diagnosticado na vida adulta.
A morfologia das lesões de Dermatite Atópica é a mesma que a de qualquer dermatite e inclui eritema, formação de vesículas e pápulas, escoriação, secreção, crostas, descamação e às vezes engrossamento local da pele. Portanto, não pode ser considerada a morfologia como único fator para realizar o diagnóstico. Em vez disso é necessário considerar a constelação de características associadas com Dermatite Atópica.
A heterogeneidade da dermatite atópica torna-se evidente em diferentes padrões de manifestação e curso natural da doença associado com características clínicas distintas. Há ainda o risco variável de doenças alérgicas concomitantes, além do variado impacto dos fatores psíquicos sobre os sintomas. 
Dermatite Atópica é associada com asma, rinite alérgica, alergias alimentares e imunodeficiências primárias. Fatores genéticos, dietéticos, ambientais e infecciosos promovem a condição e podem desencadear recaídas e exacerbações. A associação de Dermatite Atópica, com asma e rinite alérgica é referida como a Tríade Atópica.
Recentemente foram publicados vários estudos investigando correlações da Dermatite Atópica. Fruto destes estudos, têm sido evidenciado, por exemplo, que pacientes com Dermatite Atópica apresentam um risco maior de desenvolver transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), além das correlações antes descritas.
Estratégias tradicionais de tratamento têm se concentrado na prevenção de fatores gatilhos e intervenção farmacológica durante as erupções, no entanto, a compreensão da inflamação subclínica, disfunção da barreira epidérmica e anormalidades imunológicas, que parecem conspirar para provocar e perpetuar as lesões, levaram ao uso de terapia de manutenção ou prevenção para manter a doença sob controle e quebrar o ciclo de crises repetidas.
Avanços no conhecimento dos mecanismos subjacentes da Dermatite Atópica tem resultado em melhores opções terapêuticas e ao tratamento livre de corticoides. Em consequência, a prevenção das crises e proteção da barreira de pele sem o uso de corticoides representam mudanças recentes na gestão e prevenção da Dermatite Atópica.
Ainda, a chave para a terapia bem sucedida é a educação do paciente e seus cuidadores nos princípios do cuidado geral da pele. 
Considerados todos os fatores em conjunto, a Dermatite Atópica cada vez mais tem sido reconhecida como uma doença heterogênea, onde todos esses fatores deverão ser considerados para o sucesso no gerenciamento do paciente e da patologia.

Dr. Javier Ricardo Carbajal Lizárraga.
Especialista em Alergia e Imunologia.
Crianças e adultos.
RQE 21798. CRM/SP 92607.

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