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A ESTREITA “CONSPIRAÇÃO” ENTRE ALERGIAS E INFECÇÕES

A palavra “alergia” foi usada primeiramente por Clemens von Pirquet, há mais de 100 anos atrás, em julho de 1906 num breve artigo publicado no German Medical Journal. Criado a partir de duas palavras gregas, “alloz” (outro, diferente) e “ergeia” (energia, reação, reatividade), o termo destinava-se a definir uma resposta imunológica anormal, diferenciando-as daquela para defesa contra infecções.

O significado amplo inicial da palavra alergia foi posteriormente estreitada por investigadores e médicos, para referir-se à reçào imunológica desencadeada por fatores externos normalmente inocentes.

Não entanto, atualmente a prática clínica diária e a experiência própria dos pacientes, deixa clara a noção de que a resposta alérgica e a resposta às infecções são dois lados da mesma moeda no processo de resposta imune, e muitas vezes difíceis de separar.
AAEAAQAAAAAAAAVpAAAAJGY3MmRiNDc5LWYzNmItNDRiOC1iNWU5LTEyNTE0ZTA0YzJmZQVários estudos tem demonstrado que a ocorrência de infecções por vírus respiratórios e a sensibilização aos alérgenos é simultânea, a alta exposição aos aero-alérgenos e as infecções respiratórias claramente aumentam o risco de asma persistente, além do que, a infecção respiratória viral pode iniciar, ativar e manter a exacerbação de condições alérgicas no trato respiratório. 

Existem também fortes evidencias que associam o uso de antibióticos para o tratamento de infecções durante o primeiro ano de vida ao aumento no risco de Asma, Rinite Alérgica e Dermatite Atópica mais tarde; ainda mais, a sobre-exposição aos antibióticos nos pacientes alérgicos poderiam explicar a associação entre alergias e perda da eficácia dos antibióticos nesses pacientes, o que pode facilitar a recorrência de infecções.

Resumindo, atualmente, a prática clinica usual e as evidencias provenientes da pesquisa científica coincidem em mostrar que existe uma estreita “conspiração” entre infecção e alergia ao ponto que é difícil separar causa e efeito. Pode-se dizer que fica claro a existência de um efeito sinérgico na resposta imune para infecções e sensibilização alérgica que, em consequência, podem induzir inflamação intermitente ou perene o que freqüentemente deriva em quadros como rinites, rino-sinusites, rino-conjuntivites e asma alérgicas, assim como dermatite atôpica.

Se faz oportuno então lembrar que o tratamento específico de Doenças Alérgicas e Imunodeficiencias, como a aplicação de Imunoterapia alérgeno-especifica e o tratamento da susceptibilidade às infecções, pode reduzir a incidência de crises alérgicas como de infecções, o que se faz mais evidente quando comparado com aqueles que utilizam apenas medicamentos sintomáticos ou só antibióticos.

 

Dr. JAVIER RICARDO CARBAJAL LIZÁRRAGA.
ALERGIA E IMUNOLOGIA-
CRIANÇAS E ADULTOS.
RQE 21798 – CRM/SP 92607.

 

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